Paola Bracho da versão colombiana de “A Usurpadora” é bissexual e viciada em drogas

Assim como a trama original mexicana de Inés Rodena, a versão colombiana da novela “A Usurpadora” também conta a história de uma mulher má que leva uma vida de luxo e que resolve obrigar a irmã gêmea a se passar por ela por um determinado tempo. Porém, a versão dos nossos vizinhos traz muitas diferenças do enredo de sucesso da Televisa. Vale lembrar que a história colombiana também foi produzida pelo canal mexicano em parceria com a RTI Producciones (Colômbia) e a Univision Communications (Estados Unidos) no ano de 2012.

Baseada na novela protagonizada pela atriz Gabriela Spanic, “¿Quien eres tú?” mostra o conflito que envolve as irmãs Verônica e Natália Garrido, interpretadas por Laura Carmine. Diferente do folhetim mexicano, as protagonistas sabiam da existência de ambas, pois conviveram juntas até que fossem separadas na adolescência. Quando jovens, o padrasto delas tentou abusar de Verônica, mas acabou sendo morto pela mãe das meninas, que suicidou logo me seguida. Órfãs, as duas tiveram que seguir caminhos distintos.

O reencontro das duas é promovido por Verônica muitos anos depois, quando esta já se encontrava casada com o empresário do ramo hoteleiro Felipe Esquivel (Julián Gil), que, diferente de Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga), desconfiava das puladas de cerca da esposa. Cansada da vida de aparências que leva ao lado do marido e dos enteados, a vilã resolve pedir à irmã que se passe por ela por apenas uma semana. Embora não aceite de cara, Natália acaba se comovendo e cedendo à chantagem emocional porque a gêmea má invetou que tinha apenas seis meses de vida por causa de um câncer e que precisava ver seu outro filho no Panamá. Na versão da Televisa, Paola Bracho acusa Paulina Martins de ter roubado sua pulseira e retira a queixa na policial para chantageá-la descaradamente.

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Mesmo casada com o bonitão milionário, o objetivo de Verônica é roubar a fortuna do marido e fugir com o amante Lorenzo (Lincoln Palomeque), que é seu cunhado. Para isso, a intenção de fazer a irmã assumir seu lugar é assassiná-la e, com isso, forjar a sua morte para que possa sair de cena sem que ninguém desconfie. Porém, seu plano de fuga dá errado e Natália acredita que Verônica, que está em seu lugar, realmente morreu em um atentado. Quando isso acontece, a gêmea boazinha já estará apaixonada por Felipe e resolverá ficar de vez no lugar da outra. Diferente de Paulina, que só foi para a cama com Carlos Daniel após o casamento, a protagonista dessa versão se rende ao seu amor no meio da trama.

Antes disso, quando assume a identidade da irmã má por uma semana, Natália descobrirá seus podres aos poucos. Logo de cara, é revelado que Verônica é viciada em drogas. Outra característica da Paola genérica é que esta é bissexual, pois manteve também um caso com a secretária do marido, Florencia (Valentina Lizcano). A maldosa atraiu a funcionária para que pudesse ser sua cúmplice nas falcatruas. A produção foi bem ousada, pois teve direito a beijo e as duas seminuas em uma cama. Paola Bracho era ninfomaníaca, mas nem tanto. O negócio dela era homem! Chama os “homi”!

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Se, em “A Usurpadora”, Paulina cuidava dos pequenos enteados de sua irmã, Carlinhos (Sergio Guerrero) e Lizete (María Solares), que a chamavam de mãe, em “¿Quien eres tú?”, Natália terá que enfrentar os adolescentes rebeldes Lucas (José Julián Gaviria) e Gabriela (Viviana Serna). Enquanto o rapaz se tornará um traficante de drogas, a garota engravidará de um professor. Nossa! O que era a bebedeira da Vovó Piedade (Libertad Lamarque), os chiliques do Carlinhos, o desejo da Lizete por uma boneca da Mulher Maravilha e a falência da cerâmica Bracho em comparação com os bafos dos Esquivel?

Quer ficar por dentro dessa novela babadeira? Já tem no YouTube com o áudio original em espanhol e legenda em inglês. Veja o primeiro capítulo:

Observação: vale lembrar que o enredo original de “A Usurpadora” foi escrito em 1972 na Venezuela. Depois disso, foram feitos vários remakes: “O Lugar Que Eu Roubei” (1981), “A Intrusa” (1987) e a versão mais famosa, que é aquela que está sendo exibida pela sétima vez no SBT. A mais recente foi gravada em Portugal no ano de 2013 com título de “Destinos Cruzados”. Será que Silvio Santos vai resolver produzir a versão brasileira desse clássico?

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